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Exortação do Ministério da Educação aos Alunos, Professores, Pais e Encarregados de Educação

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO


Exortação do Ministério da Educação aos Alunos, Professores, Pais e Encarregados de Educação

Caros Alunos,
Professores,
Pais e Encarregados de Educação,

Nos dias 1 e 2 de Setembro de 2010, nas Cidades de Maputo e Matola, ocorreu uma agitação, que provocou mortes, feridos, assaltos e destruição de lojas, barracas, bancos, armazéns, machimbombos e a paralisação de várias actividades. Com esta acção a população pretendia reclamar a subida do custo de vida.

No nosso país as pessoas têm o direito de reclamar, individualmente ou em grupo, por melhores condições de vida, através da interrupção voluntária do trabalho o que se chama greve. Também têm o direito de expressar publica e colectivamente as suas opiniões e sentimentos, isto é, fazer uma manifestação. A greve e a manifestação devem ser organizadas, autorizadas e realizadas de forma ordeira e pacífica.

O que aconteceu em Maputo e Matola foi uma agitação, isto é, desrespeito à lei e aos direitos dos cidadãos em geral e das crianças, em particular, como o direito à vida, à paz, à educação e ao trabalho. Foram destruídos bens públicos e privados, construídos com muito sacrifício tais como estabelecimentos comerciais, agências bancárias, postos de combustível, viaturas, barracas, estradas, postos de transformação e postes de transporte de energia, entre outros.

Para reparar estes estragos é necessário muito dinheiro que poderia ser usado para a construção de escolas, hospitais e outras infraestruturas importantes para o desenvolvimento do país.

Assim, esta agitação, para além de trazer dor e luto a muitas famílias e à Nação Moçambicana, significa também um recuo nos esforços que o Governo e a Sociedade em geral têm feito para acabar com a pobreza.

Caros Alunos,
Professores,
Pais e Encarregados de Educação,

É verdade que o custo de vida em Moçambique é alto e grande parte da população tem dificuldades em satisfazer as suas necessidades básicas. O nosso país está ainda em crescimento, ainda não produz riqueza suficiente e ao mesmo tempo sofre as consequências da crise financeira mundial e da subida dos preços de combustíveis e de alguns produtos alimentares no mercado internacional.

É por isso que o nosso Governo tem vindo a implementar programas virados para a redução da pobreza no meio urbano e rural. São exemplos desses programas, o plano de produção de alimentos, de abastecimento de água, a electrificação das zonas rurais, melhoramento de vias de acesso, o subsídio para a importação do trigo e venda do gasóleo. Na área social, o Governo tem vindo a expandir a rede sanitária e escolar, com vista a oferecer melhores condições de vida à população moçambicana.


Caros Alunos,
Professores,
Pais e Encarregados de Educação,

O Governo reconhece que, apesar dos avanços que se têm vindo a registar, ainda há um longo caminho a percorrer para a satisfação das necessidades básicas dos cidadãos. Essa satisfação depende e precisa da dedicação e trabalho árduo de todos e de cada um de nós. Por isso, é importante garantir a continuidade de um ambiente de paz, unidade nacional, estabilidade, ordem e tranquilidade como requisitos básicos para que os moçambicanos possam trabalhar livremente.

Neste desafio, cabe à Escola desenvolver o capital humano, através de uma educação e formação orientadas para o saber fazer, saber ser, saber viver juntos e com outros, num ambiente de paz, tolerância e amor à pátria.

Assim, o Ministério da Educação exorta a todos os Alunos, Professores, Pais e Encarregados de Educação a desempenharem com zelo e dedicação o seu papel na formação de novas gerações.

Aos Alunos, cabe a responsabilidade de se dedicar, com afinco no processo de ensino-aprendizagem, evitando que a escola seja uma fonte de agitação, distanciando-se de actos de violência e destruição dentro e fora da escola.

Aos Professores, compete a responsabilidade de, com isenção e disciplina, através de actos e palavras, continuar a educar as crianças, jovens e adultos dentro de padrões de comportamento de lealdade, respeito, responsabilidade e amor à pátria.

Aos Pais e Encarregados de Educação, compete assegurar a formação dos seus filhos ou educandos no amor à pátria, orgulho e respeito pela tradição e cultura moçambicanas, respeito pelos órgãos e símbolos nacionais, unidade nacional, paz e tolerância, complementando assim a função da escola.

O Ministério da Educação continuará, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo a envidar esforços para que a Escola cumpra com a sua função de garantir a educação e formação das novas gerações.


Por uma Educação de Qualidade para Todos!

Maputo, aos 2 de Setembro de 2010




[03 de Setembro - 11:09]

Centro Provincial de Educação à Distância de Lichinga
O Centro Provincial de Educação à Distância-CPED de Lichinga foi inaugurado por Sua Excelência Armando Emílio Guebuza, Presidente da República, no dia 21 de Abril de 2010, aquando da Sua Presidência Aberta na Província do Niassa.
[14 de Maio - 14:05]

Programa de Estudantes Convênio de Graduação
Para fins de conhecimento e divulgação:

Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G/2011).

1. O PEC-G constitui importante actividade de cooperação educacional com países em desenvolvimneto com as quais o Brasil mantém acordos educacionais, culturais e/ou científicos e tecnológicos, como Moçambique, e possibilita a formação de estudantes, por meio de concessão de vagas, sem ônus, em cursos universitários de graduação nas Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras participantes.

2. Contém o calendário do PEC-G/2011 e informações sobre os requisitos para a inscrição dos candidatos.


[11 de Maio - 11:05]

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